Daniela Braga: um papo sobre carreira e dificuldade no início da profissão

Em entrevista, top model relembra os perrengues antes de se consolidar na indústria fashion

Quatro Victoria’s Secret Fashion Shows, dezenas de desfiles nas marcas mais concorridas nas fashion weeks internacionais, um début com exclusividade na sua primeira temporada em Paris: esse é só parte do currículo fashion de Daniela Braga, taboanense da Grande SP, com orgulho e ex-caixa da farmácia.

Quase um conto de cinderela moderna, mas sem príncipe procurando por quem perdeu o sapato  – aqui, aliás, o sapatinho de cristal pode ser facilmente substituído por um Christian Louboutin ou Jimmy Choo, comprados por méritos próprios dela que admite ser viciada por sapatos. 

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Givenchy Ad, 2012.

Na profissão desde seus 18 anos, Daniela não demorou a engrenar na carreira – tão rápido que não teve tempo de se preparar no inglês antes de desembarcar em Nova Iorque para assinar seu primeiro contrato com uma agência internacional. Nada que não foi contornado pelo seu esforço – e claro, a beleza e o 1,80m também tiveram papel fundamental.

Logo em seu ano de estreia, caiu nas graças de Carine Roitfeld e Riccardo Tisci, na época, designer da Givenchy. Daquele encontro em um casting, tudo aconteceu rápido: foi contratada como exclusiva para marca na fashion week de Paris, pegou a campanha, desfilou Haute Couture, Resort, lookbook e conquistou muita gente importante da indústria. Mas paralelamente a isso, muitos obstáculos precisaram ser vencidos em um país novo (isso é, na verdade vários considerando as semanas de moda, mas vamos considerar NYC como a base), a competição entre as new faces, a distância da família. Tudo isso você confere agora, no nosso bate-papo com a top enquanto ela estava em mais uma de suas muitas pontes-áreas.

YSL: Como é um dia na rotina de Daniela Braga?

DB: Na verdade eu não tenho rotina, hahah. Minha vida é uma loucura, às vezes tenho o dia livre, às vezes trabalho o dia inteiro e depois do trabalho vou direto para o aeroporto. Essa semana por exemplo eu cheguei de viagem, trabalhei o dia inteiro e à noite fui para o aeroporto, pousei em Los Angeles, trabalhei o dia seguinte e depois voltei pra Nova Iorque. Parece interessante mas é bem cansativo. Mas faz parte do meu trabalho, então procuro não reclamar.

YSL: Como foi sua primeira viagem internacional como modelo? Teve algum perrengue que te marcou?

DB: Foi muito interessante, porque sempre gostei muito de História e culturas no geral, então viajar para um país onde é o sonho de muita gente ir, foi bem excitante. Fui para os EUA, em Nova Iorque quando tinha 18 anos, e foi bem difícil porque não falava inglês, sempre fui muito chata com comida e eu cheguei lá no inverno.  Estava fazendo -10°C e eu estava prontíssima pro inverno, só que do Brasil onde a temperatura chega a mínima por volta de 12°C. Resumindo, achei que ia congelar.

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Você quer carão, @? Então toma! Daniela para Alexandre Vauthier, S/S 2013

YSL: Hoje você é uma top, com vida estável, campanhas ótimas no portfólio… Mas no início, teve alguma dificuldade que te fez pensar em desistir?

DB: Tive muitas dificuldades, tanto emocionalmente quanto financeiramente, porque fiquei muito tempo longe de todo mundo, não conhecia ninguém e não conseguia me comunicar, por que não falava o idioma. Mas eu nunca pensei em desistir porque sempre pensava: se já cheguei até aqui eu vou gastar o mesmo tempo voltando, então vou seguir em frente.

YSL: Em que momento caiu a ficha e você percebeu que sua carreira tinha decolado, que estava virando uma top?

DB: O meu primeiro trabalho em Paris foi Givenchy, com exclusividade. A partir daí, todo mundo já me chamava de top, mas eu não me considerava, pois era apenas um trabalho. Com o passar do tempo você vai conhecendo gente importante, fazendo trabalhos importantes, capas, campanhas, desfiles… e então você percebe que deu certo, que você está alguns degraus acima de quando você começou.

YSL: Você já dividiu apartamento com outras modelos, né? Como foi esse tempo?

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Aquele samba que ganhou o casting na Victoria’s Secret. Never forget, ícone!

DB: Eu dividi apartamento por um ano com outras modelos em New York. Eu sempre fui muito tranquila, nunca briguei com nenhuma, mas eu gosto de ter meu espaço, então quando tive condições de morar sozinha, fiz sem pensar duas vezes. 

YSL: Dani, você já brigou com alguma modelo nos bastidores? Rola muita competição entre as modelos?

DB: Eu acho que as meninas são mais competitivas quando elas são novas no mundo da moda, porque não entende muito bem, mas o que acontece é se o cliente está procurando por alguém com o seu perfil e ele gostar de você, não adianta brigar, discutir… ele vai escolher você independente do que for, por isso eu sou muito tranquila. Se for pra ser vai ser!

 

 

 

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